O tempo em seu galopante transcorrer,
ensina aos pequenos seres que habitam a terra,
o quanto somos reféns de nossas vaidades.
Em dimensões desproporcionais,
ao mundo que nos abriga.
Agimos como gigantes,
senhores de nos mesmos.
De tão imenso, chega ao invisível.
Assim somos nos, grande nada de si mesmo.
A visão ofusca a temporalidade,
em fatias de prazer inexploráveis.
Em velocidade constante,
se esvaia a parcela significante,
simbolizada pelo ano.
Vida somada em anos,
os sonhos parcelados em meses,
O sopro eterno tão pequeno que fatia não lhe cabe.
Assim vivi... Cada mínimo de segundo.
Flavia Eva. - 31/12/2010